Voluntários da cura
Um ambiente colorido, bonito e acolhedor pode ser mais benéfico para o tratamento de crianças doentes do que as paredes brancas e o ar sisudo da maioria dos hospitais? A experiência do Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, mostra que sim. Segundo a pediatra Isabel Nunes, coordenadora do Núcleo de Projetos Especiais (Nupe) da instituição, desde que foi implantada uma série de atividades paralelas no hospital - pintura, leitura e recreação, entre outras, desenvolvidas por voluntários - o tempo de internação diminuiu e a adesão das crianças ao tratamento aumentou. O artista plástico Eron Matoso, que pintou peixinhos na ante-sala dos raios X e beija-flores, pipas e abelhinhas em outras paredes, é um desses voluntários. Segundo a pediatra Isabel Nunes, a idéia das atividades é trabalhar o lado saudável das crianças para que, fortalecidas, tirem a doença de letra.
MEDO. O sentimento é aguçado num ambiente feio. E com medo o paciente não colabora no tratamento. Com as paredes coloridas, tanto as crianças quanto os médicos e enfermeiros passaram a sorrir mais e ser menos agressivos.
ANSIEDADE. Diminui quando o ambiente não é agressivo. Depois que Eron pintou peixinhos na ante-sala dos raios X, as criança passaram a suportar com menos ansiedade a espera e a realização do exame.
CURA. Pesquisas feitas com as atividades de leitura e recreação (as primeiras implantadas) mostram que o tempo de internação diminuiu depois de adotada a prática.





