Volume de recursos captados no exterior subiu em setembro
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domingo, 17 de outubro de 1999
Por Vânia Cristino 
Brasília, 18 (AE) - O Brasil está captando mais recursos no exterior. O número de lançamentos subiu de 14, em agosto, para 30 em setembro. Enquanto em setembro as captações representaram um ingresso de recursos de US$ 2,281 bilhões, em agosto elas somaram apenas US$ 645 milhões. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central.
Do total de lançamentos realizados em setembro, dez foram feitos pelo setor privado financeiro, com prazo médio de 1 4 meses. O setor privado não financeiro realizou 19 lançamentos, sendo de 5,1 meses o prazo médio de captação. E o setor público realizou uma única captação, com o lançamento de Bônus da República com prazo de cinco anos.
O chefe do departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes destacou que, embora o número de lançamentos venha aumentando, o prazo médio permanece baixo. Ele foi de 3,6 meses no mês passado contra três meses apurados em agosto. O prazo de captação dos bancos, para repasse, praticamente não sofreu alteração. Já o prazo médio dos lançamentos do setor financeiro privado baixou de 7,9 meses em agosto para 5,1 meses em setembro, enquanto que o do setor público aumentou de três para cinco anos.
Em termos de taxas, o spread médio medido em pontos básicos passou de 615 em agosto para 672 em setembro. Este é o prêmio que os papéis brasileiros pagam no exterior, acima da taxa do Tesouro Americano. O custo médio global subiu de 11,68% ao ano e, agosto para 12,34% ao ano em setembro.
Reservas - Segundo os dados do BC, as reservas internacionais do País fecharam o mês de setembro em US$ 41,9 bilhões no conceito de caixa e US$ 42,6 bilhões no conceito de liquidez internacional, que inclui os créditos a receber a médio e longo prazos. A variação positiva, com relação a agosto, foi de US$ 817 milhões e deveu-se, basicamente, ao lançamento de Bônus da República, com captação de US$ 532 milhões e apropriação de juros sobre as reservas, no valor de US$ 398 milhões. O Brasil pagou, em setembro, US$ 103 milhões de juros e principal referentes aos papéis da dívida externa não renegociados (Mydfa) e Clube de Paris.


