Buenos Aires, 3 (AE/AP) - O possível retorno do ex-jogador Maradona de Cuba para a Argentina gera polêmica, dúvidas e contradições entre médicos, jornalistas e amigos do astro do futebol argentino.
Segundo a informação publicada no diário "La Nación", o diretor do Hospital Psquiátrico de Havana, Berbané Ordaz Ducungé, disse que Maradona já tomou a decisão e que assegurou estar pronto para voltar à Argentina.
Segundo o diário, amigos próximos do jogador pensam exatamente o contrário: "Não acreditamos que dois ou três meses sejam ideais para a recuperação de Diego e sim no mínimo um ano", diz a reportagem.
De acordo com o psquiatra cubano responsável pelo tratamento de reabilitação do ex-jogador, Ricardo González Menéndez, Maradona está passando por um momento chave na sua recuperação e que talvez seja o mais crítico. "Considero esta uma fase decisiva porque ao melhorar seu sistema cardiovascular ele já sente que pode retornar a ter uma vida de atleta", disse. Mas isso não é bastante declara Menéndez. "Do ponto de vista físico, ele já está em condições de retornar ao seu país, agora, do ponto de vista da recuperação deve se levar em conta que ele não pode dizer que superou o vício".
O médico explicou que Maradona terminou a primeira fase de desintoxicação, ou seja, já superou a fase de abstinência e seu organismo eliminou as substâncias tóxicas de seu corpo. Mas ainda faltam quatro fases para o tratamento ser completo: distanciamento de qualquer substância tóxica, modificação do estilo de vida, ajuda mútua e prevenção de recaídas.
Maradona está em tratamento há três meses em Cuba para se recuperar de um problema no coração em decorrência do uso de cocaína.

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