Volta às aulas deve ficar para 2002
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quinta-feira, 06 de dezembro de 2001
Agência Estado<bR>De Brasília 
A volta às aulas nas escolas técnicas e universidades federais deve ser adiada para o início de 2002. Com a aproximação do Natal e ano-novo, os diretores e reitores das instituições afirmam que é inviável retomar as atividades nas próximas duas semanas. ''Eu gostaria que as aulas recomeçassem agora, mas com esse atraso a tendência e o bom senso nos levam a retornar no dia 7 de janeiro'', diz o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Carlos Roberto Antunes.
O retorno dos docentes federais às atividades estava previsto para a última segunda-feira, depois que a categoria e o governo fizeram um acordo de reajuste salarial. A demora nos cálculos do reajuste, porém, adiou a retomada das aulas. Ontem o governo e o Congresso decidiram remanejar mais R$ 13 milhões, chegando a um total de R$ 341 milhões, para conceder reajustes aos docentes e formalizar o fim da greve, iniciada em 22 de agosto.
A formalização do fim da greve pode acontecer hoje. Os professores vão analisar em assembléias pelo País o projeto de reajuste salarial enviado pelo governo ao Congresso, que prevê aumento de 13,2%. Até o final da tarde a proposta não havia sido votada na Câmara dos Deputados. Para conceder aumentos aos professores de escolas militares e acabar com as divergências de cálculos feitos por representantes do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) e técnicos dos ministérios do Planejamento e da Educação, os líderes dos partidos governistas decidiram remanejar mais R$ 13 milhões do Orçamento da União de 2002.
O montante de R$ 341 milhões foi assegurado pela base governista após uma reunião tensa entre sindicalistas, parlamentares e representantes do governo. Do total de R$ 13 milhões, R$ 10 milhões poderão ser remanejados das verbas previstas para o Ministério da Defesa. O valor serviria para reajustar salários de professores de escolas militares, que por lei devem receber os mesmos reajustes dos docentes da rede federal de ensino. ''Esperamos ratificar o processo de fim de greve nas assembléias de sexta-feira'', disse o presidente do Andes, Roberto Leher.
A reitora da federal de Pelotas, Inguelore Scheunemann, afirma que tentar reiniciar as aulas ainda neste mês seria ''trabalhar com algo que não é real''. Ela observa que estudantes de outras regiões teriam dificuldades para arcar com duas viagens em curto período, pois as aulas seriam suspensas novamente durante o recesso das festas de final de ano. (Leia mais sobre greve na Folha Cidades)


