BELO HORIZONTE - Depois de ficar praticamente sem chuvas durante uma semana, apenas com pancadas passageiras no final do dia, Belo Horizonte voltou a ser atingida por um tempestade, na tarde de ontem. A forte chuva, com ventos e raios, começou por volta das 16h30 e persistia até o início da noite, trazendo transtornos à população, com o alagamento de algumas ruas e avenidas e o comprometimento de dezenas de semáforos na cidade. Em bairros da região oeste da Capital houve a ocorrência de granizo, o que deixou os moradores assustados. Até às 18 horas, no entanto, o Corpo de Bombeiros não havia registrado nenhum chamado mais grave.
Segundo balanço da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, o número de mortos em função das chuvas que castigaram Minas Gerais desde a virada do ano, sobretudo nos seis primeiros dias de 1997, subiu de 79 para 81, no último fim de semana. Duas crianças, cujos nomes não foram informados, morreram durante uma tempestade, na última quinta-feira, na cidade de Ervália, Zona da Mata. Mais de 41 mil mineiros permaneciam desabrigados e passava de 16.500 o número de casas destruídas por enchentes e desabamentos.
O prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro, informou ontem que a cidade irá precisar de R$ 17 milhões para reconstruir as áreas atingidas pelas chuvas, na primeira semana do ano. Cerca de duas mil pessoas ficaram desabrigadas na capital. Os recursos serão reivindicados junto ao governo federal, que na semana passada autorizou a liberação de R$ 10 milhões para atendimento emergencial em todo o Estado, onde 193 cidades sofreram os efeitos das cheias e 44 decretaram estado de emergência ou calamidade pública.

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