Buenos Aires, 16 (AE) - Ao redor de 25% dos operários da Volkswagen na Argentina serão suspensos a partir desta semana. O anúncio das suspensões foi realizado pelo gerente de Relações Externas da empresa, Ronni Frost, que explicou que a decisão havia sido tomada após o acordo com a SMATA, o sindicato de metalúrgicos do setor automotivo. Esta suspensão será recorde: até março do ano 2000.
A "suspensão" é uma figura da legislação trabalhista argentina onde um operário não é demitido, mas deixa de trabalhar por um período determinado, recebendo somente parte de seu salário.
O acordo com o sindicato estipula que a suspensão será aplicada aos operários que a empresa possui na fábrica da cidade de Pacheco, na província de Buenos Aires. Os operários, 580 de um total de 2.320, receberão 75% do salário bruto, o que proporcionará uma média de US$ 675 mensal. Além disso, a empresa começará um programa de aposentadorias voluntárias.
No caso de uma recuperação do mercado, projeta contratar outra vez parte daqueles que saírem da empresa. As montadoras argentinas já suspenderam 10.500 operários, enquanto que as empresas de auto-peças demitiram 10 mil.
Com esta redução no plantel de operários, a Volkswagen diminuirá sua produção: de 350 unidades diárias, passará para 210 unidades. A redução de turnos já vinha ocorrendo desde novembro.
Mas nem toda a Volkswagen está sofrendo os efeitos da crise: a empresa possui outra fábrica na província de Córdoba, que trabalha 23 horas diárias e onde não há projetos de suspensões. Ao contrário da fábrica de Pacheco, onde a maior parte da produção ia para o mercado brasileiro, em Córdoba fabricam-se caixa de câmbio e eixos destinados aos mercados espanhol, alemão e mexicano.

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