Volks tenta exportar Gol e Parati para o México
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domingo, 23 de maio de 1999
Por Júlio Ottoboni 
São Paulo, 24 (AE) - A fábrica da Volkswagen de Taubaté (SP) recebeu US$ 120 milhões para adequar-se aos padrões de qualidade dos novos modelos Gol e Parati, podendo atender até às exigências de exportação para países desenvolvidos. Segundo o gerente geral da fábrica, Marco Antonio Teixeira, a unidade do Vale do Paraíba, além de suprir a demanda interna, planeja também vender para o México e América do Sul. "Temos um grupo binacional formado por brasileiros e alemães estudando o assunto", comentou o executivo.
A intenção da Volkswagen é dobrar o volume atual de exportações, utilizando os veículos da chamada geração 3 como principal produto nesta expansão de fronteiras comerciais. Hoje as vendas externas representam de 12% a 15% no total de produção. A estimativa para este ano é produzir naquela fábrica de 180 a 190 mil veículos.
Para o próximo ano, a direção da fábrica de Taubaté, que produzirá apenas as linhas Gol e Parati, quer atingir cerca de 220 mil unidades. Esta planta está buscando a certificação de normas alemã VDA para atingir o padrão de qualidade europeu e atingir a certificação internacional ISO 9001. "Esse novo produto um passo a frente em tecnologia", garante Teixeira.
A nova linha passou por rígidos testes para obter sua homologação na procura de ampliar suas possibilidade de venda externa. Os carros foram colocados em provas na áfrica do Sul e na Finlândia, em temperaturas variando de 50ºC até 30ºC negativos. Ainda foram provados em condições adversas nos Estados Unidos e Alemanha.
Várias características de design europeu, utilizadas nos modelos da Audi e no Golf foram introduzidas também no Gol e Parati. Em média, cerca de 60% da produção está automatizada.
No mercado interno, o comprador terá a chance de escolher quais os opcionais, numa combinação de 1,3 mil itens. Os maiores incrementos tecnológicos aconteceram na estrutura e no acabamento.
A fábrica de Taubaté manterá a fabricação dos modelos a diesel, exportados para México, Argentina e Uruguai. O motor a álcool ainda não vem sendo feito, mas a montadora está preparada para atender a demanda do mercado nacional.


