Taubaté, SP, 1 (AE)- A introdução do gás natural como fonte de energia alternativa em parte do processo produtivo está levando a Volkswagen do Brasil a economizar R$ 2 milhões por ano. As fábricas de Taubaté e de São Bernardo do Campo utilizam esse processo para alimentar suas caldeiras e estufas de pintura
o que levou a eliminação do consumo diário de 60 mil litros de óleo diesel. A empresa investiu R$ 6,7 milhões para trocar o sistema antigo pelo atual, que proporcionará um melhor rendimento na queima dos resíduos liberados no procedimento industrial.
As duas fábricas da montadora construíram redes internas de distribuição de gás, trocaram os queimadores das estufas e das caldeiras, além de adaptarem as estufas elétricas para utilização da nova fonte de energia. A unidade Anchieta investiu R$ 1,3 milhão no sistema de pós-queima na nova linha de pintura, visando a eliminação dos solventes e odores de tinta. O processo ainda gera calor para secagem das carrocerias.
A utilização do gás proporciona uma queima mais limpa e homogênea, aumentando a qualidade na pintura dos carros e não impactando o meio ambiente, pois praticamente inexiste a poluição atmosférica. Já na fábrica do Vale do Paraíba, a empresa pagou R$ 763 mil para a Comgás, na aquisição antecipada do combustível destinado a construção da adutora externa de distrubuição. O gás usado por ambas unidades vem por gasoduto da Bacia de Campos (RJ).
A Volks deve investir ainda neste ano mais R$ 11 milhões na instalação de equipamentos para tratamento de gases, visando a limpeza do ar e exaustão das estufas de pintura da unidade fabril de Taubaté. A intenção da empresa é conseguir a certificação de qualidade ambiental ISO 14.002. Com essas mudanças, o objetivo é reduzir em 75% a emissão de partículas de tinta no ar e eliminar 97,5% dos compostos voláteis.