Se você perdeu o emprego e pretende conseguir uma nova vaga o mais depressa possível, prepare-se para "trabalhar" bastante até encontrar uma colocação. " Não dá para tirar alguns dias de folga após a dispensa", diz o consultor de Recursos Humanos Marcos Possari, diretor da Prime Perfil Profissional, consultoria especializada na contratação de profissionais de nível intermediário, como secretárias e supervisores.
O primeiro passo é fazer um planejamento. "O tempo médio de recolocação no mercado hoje é de oito meses e, por isso, a ordem é não sair gastando." Para ajudar na contenção das despesas, a família deve reunir-se para verificar o que pode ser cortado nos gastos. Também deve ser avaliado quanto vai ser investido na busca do novo emprego e em cursos de aperfeiçoamento, se necessário. Devem-se também identificar parentes e amigos que possam ajudar a encontrar nova vaga. Mas, antes de sair à procura do emprego, o profissional deve fazer uma auto-avaliação. Essa etapa é importante para descobrir o nível de preparo para enfrentar a concorrência. Nesse momento, é possível identificar, por exemplo, a falta de um curso de aperfeiçoamento.
A auto-avaliação é importante ainda para a preparação do currículo. Segundo Possari, a pessoa menos indicada para preparar o currículo é o próprio profissional. "Todos tendem a diminuir pontos fortes." Por isso, vale a pena ligar para amigos e até ex-chefe para que ajudem a discriminar suas qualificações. Também há necessidade de adaptar o currículo às diversas situações. "Não se deve fazer um currículo genérico; ao responder a um anúncio, o profissional deve dar prioridade às qualificações solicitadas pela empresa." Outro cuidado é o telefone para contato, que deve estar sempre disponível. "A dificuldade para contato pode representar a perda da vaga." Quem vai contratar
Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que em janeiro a taxa de desemprego atingiu 17,8% nos 38 municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo. Esse porcentual representa cerca de 1,5 milhão de pessoas desempregadas. Segundo Antônio Prado, coordenador de Produção Técnica do Dieese, com a previsão de queda de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) este ano, a taxa de desemprego nessa região poderá ultrapassar 20%. Entretanto, enquanto alguns setores, como o de eletroeletrônicos, tendem a demitir mais, outros, por ser exportadores, como o de agroindústria, papel e celulose e calçados, poderão até abrir novas vagas nos próximos meses.

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