O músico e vocalista do grupo mineiro Skank, Samuel Rosa, cujo sucesso ‘‘É uma partida de futebol’’ deve ser executado na abertura oficial da Copa de 98, na França, prestou depoimento ontem à tarde, em Belo Horizonte, no inquérito sobre a morte do torcedor Claudemir da Silva Reis, de 17 anos. Claudemir foi atingido por uma bomba caseira no último dia 8, no Mineirão, no intervalo da partida entre Vasco e Cruzeiro. O crime ocorreu quando cruzeirenses e vascaínos trocavam insultos em frente a um bar, no corredor que circula o estádio.
Rosa, que é cruzeirense, assistia ao jogo das arquibancadas e foi apontado pelo principal suspeito do atentado, o instrutor de musculação Múcio Reis, 25 anos, como testemunha de defesa. Reis, acusado por quatro pessoas de ter jogado a bomba que matou Claudemir - uma bola de bilhar recheada com pólvora e espoleta -, disse que estava com Rosa no momento da explosão e longe do tumulto. O músico confirmou ter encontrado Reis, que não conhecia até então, mas alegou não ter como garantir sua inocência.

mockup