NATAL - ‘‘Neguinho do Bar’’ era o apelido pelo qual Genildo Ferreira de França era conhecido pelos amigos em Santo Antonio dos Barreiros, a 30 quilômetros de Natal. Jacira da Silva, aterrorizada, era amiga há muito tempo do assassino e não acreditava no que havia acontecido.
‘‘Um amigo nosso escapou porque não estava em casa’’, contou Jacira, uma das poucas pessoas da comunidade que quis comentar a atitude do ex-soldado de elite. França possuía um pequeno bar anexo à sua casa. O local foi palco das primeiras mortes provocadas pelo ex-soldado.
Por volta de meio-dia, quando vários corpos das vítimas do matador já tinham sido recolhidos no ginásio local, os moradores de Santo Antonio dos Barreiros não falam em outra coisa a não ser linchamento.
Alguns policiais, inclusive, tentavam estimular a população a praticar o ato. Espalhava-se a notícia, por emissoras de rádio, de que o atirador teria sido capturado pela polícia. Os militares ficaram revoltados com as mortes de um sargento e um soldado da polícia de trânsito.
O ex-soldado morava no distrito de Santo Antônio, na região metropolitana de Natal (RN). Segundo sua irmã caçula, Rosana França, 18, o irmão era uma pessoa que não tinha amor por ninguém. ‘‘Vivia irado com todo mundo.’’

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