Vizinhos de Nicéa reclamam da movimentação na rua
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por Rosa Bastos 
São Paulo, 22 (AE) - O quarteirão da Alameda Franca próximo à Avenida 9 de Julho teve sua rotina quebrada desde que a primeira-dama Nicéa Pitta denunciou seu ex-marido, o prefeito Celso Pitta (PTN), vereadores e funcionários da prefeitura. "Isso aqui virou zona", constata um advogado, que mora no edifício ao lado e não quis se identificar. "Quanta baixaria!"
"Pega ladrão!", grita um taxista ao passar pelo número 432. "O ladrão não está aqui, não!", responde o varredor da rua. "Boa, dona Nicéa", fala outro taxista. "É assim o tempo todo", irrita-se o advogado.
As floreiras da entrada do prédio ganharam outros adornos, além das azaléias: copinhos de refrigerante e sacos de lanches abandonados por repórteres que fazem plantão em frente ao prédio. Além do lixo, moradores do edifício São Miguel, onde mora Nicéa, reclamam da falta de sossego. "Todos que entram no prédio são incomodados por holofotes e perguntas", diz o síndico Luís Henrique Caminada. "Outro dia, chegou uma visita com um vasinho de flor para minha mãe e foi um deus-nos-acuda." Os entregadores da lavanderia e da farmácia passam por constrangimento maior. "Antes de filmar podiam perguntar aos visitantes se conhecem Nicéa e querem dar entrevista", diz. "Aqui no São Miguel moram 12 famílias, não só Nicéa."


