Vizinhos de Kosovo temem disseminação da guerra
Atenas, 25 (AE-REUTERS) - Os vizinhos imediatos da Iugoslávia se reforçaram nesta quinta-feira (25) para o caso de a guerra em Kosovo cruzar suas fronteiras, temendo o revide de Belgrado aos ataques aéreos mortais promovidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O ministro de Relações Exteriores da Albânia, Pascal Milo, viajou a Bruxelas para pedir a ajuda da aliança contra possíveis ataques iugoslavos enquanto seu país informava que forças sérvias bombardearam dois vilarejos fronteiriços dentro da Albânia.
Na Macedônia, onde mais de 10.000 soldados da Otan esperam por um acordo que permita a eles entrarem em Kosovo como tropas de manutenção de paz, o governo foi rápido ao negar a acusação sérvia de que havia bases neste país para os ataques promovidos ontem pela aliança atlântica.
A Romênia fechou seus aeroportos próximos à fronteira com a Iugoslávia, enquanto os controles fronteiriços foram ampliados ao longo do sudeste da Europa, desde a Eslovênia até a Grécia. Autoridades ocidentais temem que os combates entre forças sérvias e albaneses étnicos separatistas em Kosovo possa se espalhar pelos Bálcãs.
O presidente norte-americano Bill Clinton e o primeiro-ministro britânico Tony Blair alertaram esta semana que Kosovo poderia desestabilizar toda a região, assim como o flanco sulista da aliança no Mar Egeu, eventualmente envolvendo Grécia e Turquia.
Alguns analistas regionais acreditam que a ameaça é exagerada. "Falar sobre uma ampla guerra nos Báscãs foi exagero", disse Colin Soloway, um analista político do Grupo de Crise International. Tanto a Grécia quanto a Turquia negaram que Kosovo tenha alguma influência em suas disputas ou que venha se somar a estas.





