O agricultor Eduardo Benato, 45 anos, mora com a mulher e um filho de 14 anos numa pequena casa de madeira a cerca de 60 metros da torre que foi derrubada. Da casa dele, a visão da torre onde estava a bomba que não explodiu é privilegiada, mas Benato diz que não viu nenhum movimento suspeito nos últimos dias pelo local. ‘‘Não vimos nada’’, frisa. Ontem, Benato acompanhou assustado a operação que desativou a bomba no ‘‘quintal’’ de sua casa.
‘‘Pelo jeito, isso foi feito há muitos dias’’, arrisca. As duas torres ficam dentro da propriedade de Benato, a Chácara Santa Mariana, que tem apenas quatro alqueires. Ele disse que estava dormindo na hora da explosão, que teria acontecido à 1h59. ‘‘Acordei com o barulho e com a casa tremendo tudo’’, conta. ‘‘O barulho foi muito forte e o susto muito grande’’. Benato, a mulher e o filho chegaram a se levantar para ver o que é que tinha acontecido.
Segundo ele, a lua estava clara e foi possível ver, mesmo de noite, que uma das torres tinha caído. ‘‘Ainda vi muita fumaça no local’’, ressalta. Benato conta que na hora não pensou na hipótese de bomba. ‘‘Ficamos sem saber o que era. Cheguei a pensar que podia ser uma descarga mais forte de energia, mas o barulho era muito forte’’. Assustado, ele diz que só conseguiu voltar a dormir quando já estava amanhecendo.(S.S.)

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