Vizinho confirma que lixo chega misturado
O morador do patrimônio Três Bocas Luiz Carlos Pereira reside próximo à Central de Tratamento de Resíduos e revela que de vez em quando vê sacos de lixo que caem dos caminhões de coleta com o lixo misturado. ''Já vi garrafas PET, sacos de leite misturadas com o lixo comum'', revela. Para ele, as pessoas deveriam se conscientizar mais ao descartar o lixo e realizar a separação adequadamente para não esgotar a vida útil do aterro sanitário rapidamente. Ele afirma que possui amigos que trabalham no local e que já encontraram telefones celulares e outros objetos que jamais poderiam ser considerados como lixo comum.
Uma fonte ligada à CTR revelou que as duas valas construídas no local já estão chegando ao seu limite e que já há movimentação para a construção de outras duas valas. A montanha de lixo que se formou no local já possui mais de 20 metros de altura, e o que se vê é uma quantidade grande de lixo reciclável no local, inclusive em sacos verdes, indicando que houve falhas na coleta do lixo comum, que deveria deixar a coleta dos sacos verdes para a reciclagem.
Um motorista revelou que diariamente são despejados quatro caminhões de grama, folhagens e galhos secos para realizar a compostagem e são despejados cerca de 20 a 30 caminhões de lixo comum diariamente. O motorista confirmou que muito lixo reciclável continua entrando no local e sendo descartado como rejeito.
Um funcionário da Revita, empresa terceirizada que realiza a administração do aterro, atendeu a reportagem mas não quis dar nenhuma declaração sobre o aterro ou sobre a CTR. A Revita pertence ao grupo Solvi, conhecido anteriormente como Vega Sopave. A CMTU também foi procurada durante dois dias, mas a assessoria de imprensa da CMTU não conseguiu ninguém para comentar o assunto. (V.O.)





