Miami, 23 (AE) - A comunidade de exilados cubanos recolheu-se no domingo de Páscoa, desistindo de promover protestos nos arredores da casa de Lázaro González, tio de Elián. De manhã, a casa bege da rua 2 de Little Havana, palco do drama por 150 dias, tinha menos de 50 pessoas, incluindo aí policiais e jornalistas, curiosos e turistas.
Sem Elián, sem a prima Marisleysis e sem o tio, todos em Washington, a tropa de choque da imprensa sumiu da rua. As barracas foram desmontadas na madrugada. Às oito horas, meia dúzia de policiais montavam guarda na casa. Da mídia mundial, sobraram apenas os caminhões de externa de duas tevês locais, de público hispânico. Perto do meio-dia, houve uma pequena romaria de manifestantes, que de dentro dos carros agitavam bandeiras e buzinavam.
Na casa da família González estava apenas dona Flora. "Sou a mãe da esposa do filho de Lázaro", apresentou-se, medalhinha da Virgem no pescoço. "Cheguei hoje e não vi nada." Sua tarefa: limpar a casa. "Vou chamar um carpinteiro para arrumar as portas quebradas e dar um jeito no jardim", anunciou.

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