Londrina - De que forma você enxerga a balança de sua vida: pelo lado mais pesado ou pelo mais leve? Luis Henrique Silva apostou suas fichas na última opção e só tem colecionado coisas boas. Casado, pai da Alice e marido de Andréia, o moço guarda uma identidade tão secreta quanto feliz. Sempre que requisitado, ele veste a farda da alegria, pinta o rosto, abre o sorriso e, magicamente, se transforma no Palhaço Arnica.
''Isso foi uma descoberta para mim, pois nunca pensei em ser palhaço'', fala o artista circense. Uma descoberta que o arrebatou quando percebeu que suas palhaçadas faziam as pessoas rirem. ''Foi uma sensação de querer fazer aquilo que eu realmente queria por toda a vida.''
Para Silva, transmutar-se em Arnica carece de um ritual. ''Preciso estar com a maquiagem, com a roupa, com os paramentos todos. Só assim entro naquele universo dele e daí já não é mais o homem. Alí, estou fardado com a farda da alegria. É um momento impressionante.''
Ele conta que, embora não seja do tipo que conta piadas o tempo todo, sempre foi uma pessoa bem humorada. ''O que falta às pessoas é se permitirem serem felizes. A vida profissional não está dissociada da vida pessoal. A balança da nossa vida sempre deve pesar para o lado mais leve. Parece um contrassenso, mas é a realidade'', avalia o artista, que mantém uma escola de artes circenses na Rua Samuel Moura (Zona Oeste de Londrina), onde faz crianças, jovens, adultos e idosos a descobrirem outras facetas da própria vida, sempre em meio à alegria e à diversão.

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