Viva Rio quer reduzir presença de crianças na violência armada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Agência Estado 
Rio- O Viva Rio, em parceria com a ONG sueca Save the Children, apresentou ontem um conjunto de 27 propostas de políticas públicas para reduzir a presença de crianças e jovens em grupos organizados de violência armada, entre elas a criação de programas de inserção dos jovens no mercado de trabalho, oficinas profissionalizantes para menores infratores e construção de mais instituições de recuperação de viciados em drogas.
O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a semelhança encontrada entre as quatro cidades que participaram da pesquisa: Niterói (Rio de Janeiro), Medellín (Colômbia), Cidade do Cabo (África do Sul) e Zacatecoluca (El Salvador).
Os pesquisadores se dividiram em quatro grupos de trabalho, que debateram internamente os principais fatores de risco, as demandas e as propostas que julgaram adequadas para cada cidade. No Rio, a coordenadora Caroline Caçador trabalhou em parceria com representantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público, Prefeitura de Niterói, ONGs e jovens das comunidades do morro do Estado e do Palácio.
Quando cada grupo escreveu o relatório com suas conclusões, uma surpresa: as propostas eram muito parecidas. ''Há uma similaridade entre a situação das crianças em grupos de violência armada organizada em todas as cidades estudadas'', disse Caçador. As propostas para Niterói que, na opinião de Caçador, podem ser aplicadas em todo o País, serão encaminhadas a representantes das três esferas de governo.
Além do perfil do agressor e da vítima - homens na maioria das vezes (embora a participação das mulheres esteja crescendo), negros ou pardos, e jovens com idade entre 15 e 24 anos - constatou-se que, nessas localidades, também há altas taxas de desemprego, grande desigualdade social, baixa escolaridade, falta de perspectivas e constantes exposição às gangues.
As propostas se inserem dentro de sete tópicos: geração de trabalho e renda; cultura de violência; educação, esporte e lazer; segurança pública; Justiça juvenil; drogas e violência doméstica.


