Viúva reafirma que pastor foi agredido
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sexta-feira, 21 de março de 1997
Da Redação 
Milton DóriaInvestigaçãoA viúva Mara Bueno chegou cedo ontem ao 5º BPM para prestar depoimento no inquérito militar que apura o envolvimento de policiais na morte do seu marido, o pastor José Idalécio BuenoLONDRINA - A viúva do pastor José Idalécio Bueno, Mara Bueno, prestou depoimento no Inquérito Policial Militar que apura a morte do marido, ocorrida dia 9, após ser abordado e agredido por policiais militares na BR-369. Ela esteve pela manhã no 5º Batalhão da Polícia Militar e confirmou ter visto o sargento Levi Teófilo dar um tapa no rosto do pastor.
Mara relatou que pediu ao sargento e ao marido para que parassem de discutir. Cheguei a falar em nome de Jesus, mas de nada adiantou. Meu marido, vendo meu desespero, chegou a pedir desculpas ao sargento. Mas ele ficou mais valente quando dois policiais rodoviários se aproximaram, junto com um outro policial militar. Ela então pegou o carro e saiu em busca de ajuda, deixando o filho Rodrigo, de 13 anos, no local. Ele afirma ter visto o pai ser agredido.
Teófilo voltou a negar que tenha dado um tapa no rosto do pastor. Segundo ele, foi usada apenas a força necessária para conter a fúria de Bueno. Esta senhora está faltando com a verdade. Foi ela quem incentivou o esposo a reagir quando chamei a atenção dele por dirigir embriagado e colocando em risco a vida dos outros. Conforme laudo do Instituto Médico Legal de Curitiba, foram encontrados 2.28 miligramas de álcool no exame de sangue da vítima.
No laudo da Criminalística, consta que o carro do pastor estava com defeito, por isso andava em ziguezague na pista. De acordo com o laudo de necrópsia, ele morreu sufocado com o próprio vômito, quando estava no camburão da PM, a caminho do hospital em Ibiporã. Os exames revelam ainda que nenhum órgão do pastor foi afetado por lesões. Advogados da família Bueno solicitaram contra-prova dos exame de sangue e dos órgãos e exames psicotécnico e psiquiátrico nos policiais.


