Viúva do sócio do Bracarense quer reabertura das investigações sobre morte do marido
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quarta-feira, 21 de julho de 1999
Por Adriana Ferreira 
Rio, 22 (AE) - Por acreditar que há mais pessoas envolvidas no assassinato de seu marido, o comerciante Armando de Pinho Taveres, um dos sócios de um point da boêmia carioca, o Bar Bracarense, Maria Idalina Tavares se reuniu hoje com o procurador-geral de Justiça do Estado, José Muiños Piñeiro Filho. Idalina pretendia fazer um requerimento para a reabertura da investigação da morte do comerciante, que aconteceu no dia 26 de junho de 1997. Porém, ela saiu da audiência sem esperanças: como processo já foi julgado em primeira instância, o procurador não poderá interferir.
Junto com o promotor do caso, José Mário Porto Marandino e com o procurador José Maurício Assayag, Piñeiro Filho explicou à mulher e à filha do casal, Isabel, de 18 anos, que somente o relator da 6ª Câmara Criminal e dois desembargadores que devem julgar o recurso dos réus Juan Péricles de Lima e do digitador Douglas Benton Serra, é que podem pedir novas diligências para o caso. O terceiro acusado da morte de Tavares é Adriano José Osório Cabral, que morreu em setembro. Muito emocionada, Idalina disse que vai pensar o que fazer. "Pensei que as coisas iriam se resolver de outra forma", disse. "Eu não quero prejudicar ninguém, eu só quero a verdade e, o que está aí, é uma meia verdade", disse.
A viúva não questiona a condenação de Serra e Lima, mas ressalta que há mais gente envolvida no assassinato de seu marido. Ela ainda encontra uma série de incoêrencias que pretende esclarecer. Para tentar desvendar algo que ela considera "um mistério", a viúva do comerciante disse que é necessário reunir mais provas. "Pessoas que sabem de algumas informações não querem falar porque têm medo". Tavares, de 54 anos, foi encontrado morto dentro de seu carro, no bairro de Botafogo, zona sul, a poucos metros de sua casa. Ele levou dois tiros de pistola no pescoço.


