Viúva diz ter pena de suspeitos
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Folhapress 
Rio - A viúva do cinegrafista morto pelo disparo de um rojão, no Rio de Janeiro, Arlita Andrade, declarou sentir pena dos suspeitos pela morte de seu marido.
"Eu gostaria de falar que sinto pena deles. Pena por eles não terem o amor pelo próximo, isso ninguém ensinou a eles. Peço que tenham amor um pelo outro", disse.
Segundo ela, Santiago sempre conversava sobre os riscos no trabalho do cinegrafista. "Eu falava: 'poxa, amor, faz alguma coisa mais leve'. E ele respondia brincando: 'eu gosto de tiro, porrada e bomba'. O sonho dele era ser cinegrafista." Dezenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos participam da cerimônia no cemitério.
De acordo com o companheiro de trabalho na Band, Edeilton Macedo, no dia da manifestação, Santiago teria declarado não querer ir à manifestação. "Ele não queria ir, mas foi fazer só porque estava próximo do local. Eram só três takes e depois ia embora, mas acabaram sendo os takes mais longos da vida dele", disse.
Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band, presente no velório, declarou estar indignado com a morte de Santiago. "Foi mais uma tragédia que poderia ter sido evitada se tantas providências necessárias tivessem sido tomadas. Hoje, já há uma discussão em Brasília sobre a mudança na legislação, mas acho que é muito mais do que isso que a gente precisa. Há uma irracionalidade e desordem absurdas. Isso todo mundo vê. Acho que, durante um certo tempo, nós todos vimos isso com uma naturalidade que não é adequada. Você não pode imaginar que um grupo de mascarados seja representante de algo legítimo", declarou.


