São Paulo, 02 (AE) - Alaíde Varésio, viúva do empresário Henrique Luiz Varésio, prestou hoje um longo depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Falou dos problemas que o marido, sequestrado e assassinado a tiros em 8 de julho, em Guarulhos, na Grande São Paulo, estava enfrentando. Contou como foram os últimos dias de Varésio, que tinha 52 anos. Ela detalhou como eram os negócios dele em sociedade com Antônio Veronezzi, na Universidade de Guarulhos (UnG) e no Shopping Internacional.
No inquérito que apura a execução do empresário, são apontados como envolvidos no assassinato os assaltantes Marco Antônio Dallafina, de 30 anos, Sidney Braga Santana, de 20, e Rogério da Silva, de 24. As informações da viúva serão apuradas pela polícia, que investiga um assalto seguido de morte, mas não descarta a hipótese de vingança. Dallafina está preso desde o dia do sequestro e nega o crime. Ele foi encontrado no carro da vítima, um Ford Taurus, na Rua do Asilo, em Guarulhos, e a polícia informou que o objetivo do ladrão era pôr fogo no automóvel. O corpo foi localizado no dia 15. Estava em decomposição, a 6 quilômetros do local de onde foi levado.
Santana confessou sua participação no sequestro, mas aponta Dallafina e Silva como responsáveis pela morte. Contou ter fechado o carro do empresário com a picape pertencente a Dallafina, mas não acompanhou os cúmplices que levaram a vítima. "Fui para casa e o Rogério avisou-me depois pelo telefone que o Manaca (apelido de Dallafina) estava a fim de matar o Tiozinho (Varésio)".
Em regime semi-aberto na Penitenciária de Franco da Rocha, Dallafina saía pela manhã da prisão e voltava à noite. Seria ele o autor do plano do sequestro. Informou aos cúmplices que Varésio transportaria naquela manhã, em seu carro, 20 quilos de ouro e US$ 30 mil. "Como não encontrou nada no porta-malas, o Manaca apagou o homem", declarou Santana, que reconstituiu sua participação no crime. (Renato Lombardi)

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