Cuiabá, 15 (AE) - É cada vez maior e evidente o envolvimento dos desembargadores de Mato Grosso com o tráfico de drogas no Estado e países como Bolívia e Paraguai. Hoje., a viúva do juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no dia 7
Rosemar Monteiro, entregou documentos para a Polícia Federal (PF) que comprovam a ligação do desembargador Odiles de Freitas - um dos denunciados pelo juiz - com o traficante Lutio Salomão, assassinado dia 30 em Cáceres (região Oeste do Estado).
O desembargador admitiu que era amigo de Lutio e que até mesmo usava o avião do traficante. "Quando eu o conheci, ele era uma pessoa comum; não sabia que ele era traficante", disse Freitas.
Ouvida pela PF e escoltada 24 horas por policiais, Rosemar ainda tem vários documentos que comprovam as denúncias feitas por Amaral.
Além dos desembargadores, existe um juiz - o nome não foi revelado - envolvido com o narcotráfico no Estado. No cruzamento das informações para elucidar o crime, a PF está trabalhando com todas as hipóteses.
"Estamos no caminho certo; as investigações estão bem adiantadas", limitou-se a dizer o superintendente da PF no Estado, Claúdio Luiz da Rosa.

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