Vitória surpreendeu carnavalesca
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terça-feira, 16 de fevereiro de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 17 (AE) - A vitória da Imperatriz Leopoldinense surpreendeu até mesmo a carnavalesca da escola, Rosa Magalhães. "Esperar vencer a gente espera sempre, mas, pelo que vinha sendo dito, acabou me surpreendendo", afirmou Rosa, que assistiu em casa a apuração. Rosa não concorda, no entanto, com os críticos que consideraram muito técnico o carnaval da Imperatriz. "Não acredito nisso", disse.
Braço direito de Rosa, o também carnavalesco Sérgio Faria tem opinião diferente. "O quesito levantar arquibancada não existe", afirmou em resposta às críticas de que a escola teria levado pouca emoção ao Sambódromo. "Se for criado, vamos nos esforçar para cumprI-lo." Segundo ele, as pessoas da escola não têm dinheiro para assistir ao desfile e, por isso, a agremiação não costuma ter uma torcida forte no Sambódromo.
O presidente da escola, Wagner Araújo, concorda. "Nós íamos desfilar por último e no mesmo dia que Mangueira, Beija-Flor e Mocidade; tínhamos que fazer um bom desfile para os jurados", disse. Para o casal de mestre-sala e porta-bandeira Chiquinho e Maria Helena (mãe e filho que desfilam juntos há 15 anos) o resultado foi uma surpresa. "Não éramos favoritos, havia outras escolas mais cotadas", lembrou Maria Helena.
Sérgio Faria não sabia explicar porque a escola tirou uma nota 9,5 no quesito Alegorias e Adereços. "Tomei um susto porque isso é marca registrada da escola, ponto de honra", afirmou. "Mas o jurado deve ter visto alguma coisa, vou ler a justificativa." O presidente da escola considerou justa a pontuação. "Houve um acidente em um dos carros, na frente do jurado", explicou. "Perdemos pontos onde tínhamos que perder"
afirmou o vice-diretor da escola, Marcos Drummond, filho do patrono da Imperatriz, Luiz Drummond.
Faria se declarou favorável à idéia de todas as escolas seguirem um enredo único no próximo carnaval: os 500 anos do descobrimento do Brasil. Rosa Magalhães disse que, por enquanto, prefere não pensar no enredo do ano que vem. "Agora eu quero tirar férias."


