Vítor não andava e médico disse que era normal
A vendedora Maxiliana de Lima Zanchetta conta que demorou a perceber o problema no filho Vitor Lima de Oliveira, de oito anos. ''Como foi o primeiro filho, para mim era tudo normal. Mas, hoje, eu lembro que, quando ele era bebê, tinha uma tremedeira que já era fraqueza'', lembra.
Quando chegou a idade de andar, Maxiliana lembra que o filho só caía e começou a entortar os pés. Levou em um médico que falou que era ''normal'', mas não ficou sossegada e procurou outro. ''Fiz um monte de exames, ressonância, chapa, mas ninguém dava um diagnóstico. Ele já estava com dois anos e não andava ainda'', conta.
Só quando o menino fez uma eletroneuromiografia surgiu a suspeita de amiotrofia e foi diagnostica a doença do tipo 2. ''Foi muito difícil, ele e eu sofremos muito, eu não tinha noção da gravidade da doença e ficava desesperada porque não sabia se ele ia melhorar'', revela.
Vitor faz fisioterapia e hidroterapia e ''dentro do possível'' tem uma vida normal: ''Ele não consegue correr na rua, por exemplo, mas brinca e convive com as outras crianças''. (C.P.)





