Vítimas têm esperança de recuperar dinheiro investido
São Paulo, 25 (AE) - Quando foi para o Japão, em 1984, Edson Tsuyoshi Koga deixou a família em São Paulo e traçou uma meta: trabalhar muito, "dia e noite", conseguir dinheiro e voltar para o Brasil para ter uma vida melhor. Técnico em eletrônica, foi trabalhar como operário na Sony e depois se empregou na Panasonic. No ano passado, estava trabalhando em Hiratsuka, província de Kanakawa Kem, na Panasonic, quando soube da oferta de "um bom negócio para aplicar no Brasil".
Foi convidado para participar de reunião com Jesualdo Itsuo Osugi, nascido em Dourados, em Mato Grosso, e morador em São Paulo. Vendedor, de boa conversa, Osugi, segundo Koga, ofereceu um projeto de franquia da Nipomed. "A explicação foi excelente e eu e meus amigos decidimos investir o dinheiro que ganhamos em cinco anos, porque conhecemos a Nipomed no Japão, uma empresa idônea". Renda - Osugi, nas reuniões com os brasileiros no Japão, mostrou-lhes que adquirindo cotas da New Brás conseguiriam ter renda mínima vitalícia de R$ 900,00 por mês e seriam sócios da empresa de convênio médico. Um dos amigos de Koga ficou tão empolgado com a explicação de Osugi que comprou três cotas. "Ao Claudinei (Claudinei Inoura), o senhor Osugi prometeu uma renda vitalícia mensal de R$ 2,7 mil por mês".
No fim do ano passado, quando voltou do Japão, Koga contou que ele e seus amigos foram bem tratados por Osugi. Alguns até receberam a renda mínima vitalícia por dois meses. Mas, a partir de dezembro, Koga afirmou que as coisas mudaram e perceberam que tinham caído num golpe. Ele e seus colegas dekasseguis esperam recuperar o dinheiro entregue a Osugi. Koga disse que o número de lesados é maior, pois muitos continuam trabalhando no Japão e ignoram o que se passa em São Paulo. (R.L.)





