Porto Alegre - O primeiro ano do incêndio da boate Kiss foi lembrado com homenagens aos 242 mortos, manifestações de saudade, protestos e pressão sobre o Ministério Público para que responsabilize mais pessoas, ontem em Santa Maria, cidade de 246 mil habitantes localizada na região central do Rio Grande do Sul.
A programação da primeira metade do dia reuniu familiares e amigos das vítimas, sobreviventes e pessoas solidárias a quem sofreu perdas na tragédia. Apesar de ser luto oficial, a cidade não parou e viveu um dia de movimento normal. Algumas lojas exibiram laços brancos e flores em suas vitrinas para marcar a data.
A primeira e mais dolorida homenagem foi uma vigília da zero hora às oito horas, diante do prédio no qual funcionava a boate, na Rua dos Andradas, para lembrar a madrugada em que a maioria das vítimas morreu asfixiada pelo cianeto liberada pela queima da espuma de revestimento da casa noturna.
O asfalto da rua foi pintado com a silhueta de 242 corpos em movimento, como se estivessem dançando.
As homenagens prosseguiram com atividades culturais e o plantio de uma árvore no campus da Universidade Federal de Santa Maria, que perdeu mais de cem alunos na tragédia.

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