Vítimas são cada vez mais jovens
Pessoas maiores de 45 anos, com excesso de peso, vida sedentária e histórico de doenças cardiovasculares na família. Até pouco tempo, esse era o perfil clássico do paciente cardíaco. No entanto, cardiologistas alertam que as doenças do coração estão fazendo vítimas cada vez mais jovens. Este ano, as atividades do Dia Mundial do Coração estão voltadas para alertar a população sobre a necessidade de uma prevenção mais precoce.
''Estudos recentes mostram que crianças com até 6 anos de idade já mostram sinais de arteriosclerose'', garante o médico cardiologista Osney Marques Moure. O motivo é fácil de entender: ''Analisando os hábitos e a qualidade de vida da população jovem, vemos que eles começam a fumar cada vez mais cedo e consomem alimentos inadequados em grande quantidade. Também há a obesidade infantil, um problema que já preocupa as autoridades de saúde. As crianças são submetidas a um stress muito maior, vivem ocupadas e são muito cobradas. O mundo está mais competitivo. Isso faz com que os corações adoeçam mais rápido'', aponta Moure. Ele afirma que já atendeu pacientes infartados na faixa dos 20 anos de idade.
Prevenir ainda é a melhor solução, segundo o médico. ''Se as crianças forem orientadas a evitar o cigarro e o álcool, aprender o valor de uma alimentação balanceada, praticar atividade física e ser emocionalmente equilibradas, terão chances muito pequenas de ter doenças cardíacas'', afirma Moure. Ele lembra ainda que os pais não precisam ser chatos nem devem ficar dando sermões o tempo todo: ''O exemplo é melhor maneira de ensinar. É muito difícil falar para um filho não fumar se você fuma, ou dizer para ele perder peso se você não se controla na mesa''.(P.F.)





