Tasso Marcelo/Agência Estado
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NegociaçãoEx-moradores do edifício Palace II reúnem-se com os advogados da Sersan Silvio Viola (esq., ao fundo), e Marco Aurélio Monteiro (dir., ao fundo) Os ex-moradores do edifício Palace II, que desabou no Rio, se recusaram a dar à Construtora Sersan informações sobre o rendimento mensal das famílias, um dos itens do formulário em que a empresa vai se basear para indenizar os ex-condôminos. De acordo com a Associação das Vítimas do Palace II, os dados referentes à comprovação de renda - como número de conta-corrente em banco, cartões de crédito, local de trabalho - não serão preenchidos pelos integrantes da entidade.
‘‘Quando compramos o apartamento eles não pediram nenhum comprovante de renda’’, alegou a jornalista Nelma Esteves, uma das representantes da associação. Seis integrantes da entidade se reuniram ontem à tarde com os advogados Sérgio Viola e Marco Aurélio Monteiro de Barros, contratados pela Sersan para representar a empresa nas negociações sobre as indenizações, que prometem serão pagas em seis meses aos ex-moradores. Viola não se mostrou preocupado diante da atitude dos condôminos. ‘‘Não somos fiscais da Receita; queremos o melhor acordo possível’’, afirmou. ‘‘A empresa não está preocupada em fazer economia, ela quer fazer justiça.’
Na reunião, os advogados recusaram proposta da associação de que fosse estabelecido um valor único para a indenização referente aos danos morais. ‘‘Como podemos dar o mesmo valor para uma pessoa que estava em casa no dia do desabamento e outra que estava viajando e não viveu aquilo de perto?’, questionou Viola. Segundo ele, neste caso os valores serão estudados ‘‘caso a caso’’.
Até ontem 48 ex-moradores haviam retirado individualmente os formulários distribuídos pela construtora - outros 62 retiraram por meio da associação. Sílvio Viola informou que três ex-moradores já devolveram os formulários preenchidos, mas ainda não há prazo para serem chamados para negociar um acordo. Os advogados estão estudando as indenizações aos parentes de duas vítimas - o defensor público Gil Maneschy e o engenheiro civil Gerardo de Oliveira Queiroz.
A Sersan se comprometeu ontem a transferir os ex-moradores do edifício Palace II - temporariamente alojados em dois hotéis - para apart-hotéis situados na Barra da Tijuca e custear as despesas deles até que todos sejam indenizados. De acordo com os advogados da empresa, dois funcionários do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG) especializados em hotelaria já estão no Rio avaliando os locais para onde os ex-moradores serão levados.

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