Curitiba - A preocupação com os acidentes envolvendo motocicletas também é justificada pelos números de outra publicação, o ''Mapa da Violência no Brasil 2012'', documento elaborado pelo Instituto Sangari com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e divulgado no mês de maio.
Conforme a pesquisa, um em cada três acidentes de trânsito envolve motociclistas. E, pior, de 1998 até 2010, a quantidade de vítimas fatais que pilotavam motos no País subiu 610,1%, passando de 1.894 para 13.452 casos. A evolução da frota de motocicletas no Brasil também surpreende. Em 1998, por exemplo, o total destes veículos chegava a 2.792.824. Em 2010, conforme os dados da pesquisa, já somavam 16.509.007 unidades, aumentando 491,1% neste período. O estado com maior quantidade de mortes envolvendo motociclistas em 2010 foi São Paulo, com 2.016 registros. Em seguida aparece o Paraná, com 996 mortes. No total vítimas fatais em acidentes de trânsito, São Paulo também lidera, com 6.946 ocorrências, seguido de Minas Gerais (4.044) e Paraná (3.436).
Entre os municípios com mais de 15 mil habitantes (2.169), a maior taxa de mortalidade no trânsito está em Pariquera-Açu (SP), com 178,9, registrando 33 mortes para uma população de 18.446. O estudo levou em conta o número de mortes por 100 mil habitantes. Em segundo lugar aparece Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com taxa de mortalidade de 154,8, registrando 60 mortes para uma população de 38.769. Outras duas cidades do Estado que aparecem entre as 20 primeiras do ranking é Tibagi (7.º lugar), com taxa de 124,1, 24 mortes numa população de 19.344; e Francisco Beltrão (19.º lugar), com taxa de 78,5, 62 mortes e 78.943 habitantes.(R.C.J.)

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