Vítimas dos skinheadas reconhecem cinco dos 18 carecas presos
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 10 (AE) - As duas novas vítimas dos skinheads reconheceram cinco dos 18 carecas presos sob a acusação de matar o adestrador de cães Edson Neris da Silva, de 35 anos, no último fim de semana. A polícia vai abrir inquérito sobre os dois casos e os skinheads poderão ser acusados de tentativa de homicídio ou lesão corporal gravíssima. "Vai depender do que for revelado pela investigações", afirmou o delegado Jorge Carrasco, titular da 1.ª Delegacia Seccional.
O restaurador de móveis D.B.F., de 31 anos, apontou E.P.B., de 28 anos, H.V., de 25, e D.A.S., de 20, como participantes da agressão que sofreu na Praça da República em fevereiro passado. D.B.F. teve fratura do maxilar e já passou por duas operações. Segundo ele, E. um soco inglês semelhante ao que carregava quando foi presa e liderava o bando, mandando matá-lo. D.B.F estava com um amigo, que deverá tentar reconhecer amanhã os agressores.
O punk A.N.P., de 40, agredido por carecas em Santo André, em setembro de 1998, reconheceu J.N.P.S., de 27 anos, e R.F.D., de 19. "É necessário manter presos na cadeia esses bandidos assassinos". Todos os reconhecimento foram feitos por meio de fotografias, exceto o de H.V. As testemunhas deverão tentar reconhecer pessoalmente os acusados. Amanhã, a polícia deverá ouvir o depoimento de D.P.N., de 34 anos, que acompanhava o adestrador no momento em que ele foi assassinado.


