Vítimas do Palace querem criar ONG
Clarissa Thomé
Agência Estado
Do Rio
Os ex-moradores do Palace 2 se preparam para transformar a Associação de Vítimas do edifício em uma organização não-governamental (ONG). Dois anos depois da queda do prédio completados hoje , a presidente da associação Rauliete Barbosa Guedes quer fundar uma entidade para defender pessoas prejudicadas pela construção civil, como mutuários da Encol, que faliu deixando de entregar centenas de apartamentos. A classe média não costuma ir para a rua lutar pelos seus direitos e nós aprendemos a fazer isso com muito esforço e organização, afirma.
Além de prestar assessoria jurídica e dar apoio àqueles que se sentiram lesados por construtoras ou empreiteiras, um dos objetivos da nova ONG será captar financiamento externo para construir casas populares. Já ajudamos várias pessoas, como os comerciantes do Mercadão de Madureira, afirmou Rauliete, referindo-se ao incêndio que destruiu o maior mercado popular do Estado, em fevereiro.
Hoje, os ex-moradores farão uma manifestação pelos dois anos da tragédia, que provocou a morte de oito pessoas na madrugada do domingo de Carnaval de 1998. Para lembrar a data, dezenas de carros seguirão pelas ruas da Barra da Tijuca, saindo do Hotel Atlântico Sul onde cerca de 50 famílias ainda vivem até o local onde foi erguido o Palace 2. Para a próxima segunda-feira, quando se completará dois anos da implosão do edifício, está marcada uma missa campal.





