Dos oito pedidos de revisão das indenizações às vítimas do desabamento do Palace 2, julgados ontem pelos desembargadores da 7 Câmara Cível, somente dois obtiveram pequenos ganhos. A decisão revoltou os ex-moradores do edifício, que abandonaram a sessão depois que foi fixada indenização de 200 salários mínimos para cada um dos dois filhos adotivos do engenheiro civil Gerard de Azevedo Queiroz, um dos oito mortos no desabamento, ocorrido em fevereiro de 1998. Tanto o advogado de Sérgio Naya quanto o dos moradores irão recorrer da sentença.

A desembargadora-relatora Marly Macedônio França manteve a sentença da 4 Vara de Falências e Concordatas para os danos materiais (entre R$ 25 mil e R$ 35 mil), e o ressarcimento das parcelas pagas pelo apartamento. Os danos morais, que variavam de 600 a mil salários mínimos, foram fixados da seguinte forma: 200 salários mínimos (mínimo de R$ 180) pela ''perda do acalentado sonho da casa própria'' a cada um dos moradores do apartamento, 100 salários ao chefe da família ''pelos medos e incertezas diante do futuro'', e 150 salários mínimos por ''sustos, medos, transtornos e estresses'' causados pela queda do edifício a cada um dos familiares que estava no momento do desabamento.

A sentença foi aprovada por unanimidade. ''Pela sentença da 4 Vara de Falências e Concordatas, Sérgio Naya teria de desembolçar R$ 16 milhões, agora esse valor será reduzido em 20%'', calculou Ruy Feital, um dos ex-moradores.

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