Vítimas do auxiliar de enfermagem são enterradas no Rio
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sábado, 08 de maio de 1999
Agência Folha 
Duas das vítimas do auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães foram enterradas ontem no Rio. As duas foram mortas anteontem pela manhã, pouco depois de Guimarães ter iniciado seu plantão. Nos dois casos, o auxiliar de enfermagem desligou os aparelhos que mantinham as duas pacientes respirando. Guimarães foi preso anteontem pela manhã, pouco depois das duas mortes.
Ele confessou ter matado cinco pessoas no hospital Salgado filho (no Méier, zona norte) e é suspeito de ser o responsável pela morte de mais de 100 pacientes. Suas duas últimas vítimas foram Maria Aparecida Pereira Gomes, 49 anos, e Francisca Teresa Coutinho, de idade não revelada.
Ele é um sádico, matava as pessoas por dinheiro. O que ele fez foi uma monstruosidade , disse ontem pela manhã Elza Cerqueira Gomes, 45, cunhada de Maria Aparecida, durante o enterro no cemitério do Caju (zona norte do Rio).
Elza contou que a cunhada teve uma crise de hipertensão na quinta-feira à tarde, sendo levada por vizinhos ao hospital. Ele estava com muita dor de cabeça e vomitava. Ela não ia morrer por causa disso, afirmou. A morte ocorreu às 7h50 de ontem e pouco depois a família foi avisada.
Elza conta que chegou ao hospital por volta das 10 horas, sem saber o que havia acontecido, e viu Guimarães sair algemado. Eu já o conhecia. Quando operei a vesícula, fiquei internada lá no hospital e o via cuidando das pessoas. Parecia uma pessoa normal. Quando soube levei um choque, contou.
A outra vítima de Guimarães, Francisca Coutinho, havia sofrido politraumatismos após um acidente de carro. Ela foi enterrada pela manhã em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A família de Edson Izidoro Guimarães deixou o apartamento da família, em um condomínio de classe média baixa em Jacarepaguá (zona oeste), pouco depois da divulgação da prisão do auxiliar de enfermagem.
No apartamento de três quartos, Guimarães morava com a mulher e o filho de 11 anos, e com sua enteada, o marido e o filho, um bebê de poucos meses. De acordo com o porteiro Maurício Almeida, Guimarães é um homem brincalhão, que gostava de conversar sobre futebol. Ele parecia normal, disse.


