Vítimas do assalto ao BB formam associação
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por Andréia Maia 
Rio, 21 (AE) - Os clientes vítimas do assalto aos cofres da maior agência do Banco do Brasil (BB) no País, na Rua Senador Dantas, no centro do Rio, criaram hoje, à exemplo dos moradores do Edifício Palace 2 - que desabou em fevereiro de 1998 -, uma associação. Segundo a presidente eleita, a advogada Elizabeth Aguiar, os 108 clientes lesados no crime vão pedir ressarcimento à direção do BB.
"Vamos fazer uma pauta de reivindicações para ser apresentada aos diretores porque não podemos ficar no prejuízo"
afirmou Elizabeth.
"Queremos que o banco entenda a nossa situação e encontre uma solução", disse. A associação foi formada na presença de, pelo menos, 30 clientes dos 108 lesados e a reunião aconteceu no auditório da agência roubada. O coordenador da Comissão de Defesa dos Consumidores da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o advogado Ricardo Fontes, também participou da formação da associação. Ele disse que a Comissão Defesa dos Consumidores está à disposição para apoiar e orientar os clientes.
Na quarta-feira (26), representantes da associação vão reunir-se com os diretores da agência para discutir uma ata de reivindicações, que deverá ser elaborada neste fim de semana pelas vítimas. Eles querem os ressarciamento dos valores perdidos. O BB pediu aos clientes lesados para relatarem os bens que estavam dentro dos cofres roubados, uma vez que os valores não são declarados pelos clientes, que pagam apenas uma taxa de uso.
O crime ocorreu no domingo (16), depois que o supervisor de Segurança da agência, Alexander Machado Campos, foi sequestrado por uma quadrilha de assaltantes. Ele foi obrigado a seguir com os bandidos até o banco, onde abriu a porta da agência. Campos e mais 52 funcionários foram presos pelo grupo, no 24 º andar. Os bandidos saquearam os cofres, que estavam no sexto andar da agência.


