Vítimas de seqüestro-relâmpago serão assistidas por associação
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terça-feira, 21 de junho de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Em uma reunião do Comitê de Segurança e Ordem Pública, realizada ontem na Assembléia Legislativa do Paraná, foi anunciada a criação de uma associação de vítimas de sequestros-relâmpago. Os autores da proposta informaram que a intenção é oferecer assistência psicológica, social e jurídica a quem foi alvo deste tipo de crime.
''Também iremos fazer pressão para que a maioridade penal seja reduzida de 18 para 16 anos. Se a pessoa pode votar e ter filhos, tem que responder por seus atos'', disse o gerente comercial Alexandre Henrique Saito, integrante da associação. No início deste mês, ele ficou duas horas e meia rendido por três sequestradores.
''Eles me abordaram quando eu estava entrando no meu carro. Me colocaram dentro do veículo e começaram a circular pela cidade. Depois, policiais militares nos abordaram e prenderam os sequestradores'', relatou Saito. ''Foi uma sensação terrível. Um deles perguntou se eu queria morrer com um tiro de (revólver calibre) 38 ou de (pistola) 9 milímetros''.
O filho do economista José Augusto Soavinski também foi vítima de sequestro-relâmpago. ''Quando uma coisa dessas acontece, você sofre junto, não sabe como agir. Hoje meu filho está seguro em casa. Mas e se tivesse sido diferente? Você acaba neurótico, preocupado, inseguro'', afirmou Soavinski.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) não possui dados específicos sobre sequestros-relâmpago no Paraná, porque estes crimes entram nas estatísticas como roubo. O delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, estimou uma média de duas ou três ocorrências do tipo por mês na capital.
''Em sequestros-relâmpago, é comum que os criminosos levem a vítima até um caixa eletrônico para retirar grandes quantias de dinheiro'', explicou o policial. ''A melhor forma de evitar esse tipo de crime é a prevenção. Motoristas devem ficar atentos na rua, evitar falar ao celular ou ouvir som alto, prestar atenção em pessoas que se aproximam do carro, reduzir a velocidade diante de semáforos fechados durante a madrugada, mas não parar''.


