Vítimas de motorista embriagado sobrevive com ajuda da família
Mesmo quando não causa mortes, os efeitos do álcool no trânsito podem mexer com a vida de famílias inteiras. O pedreiro autônomo José Lincon Otaviano, sua mulher Rosimeire Marques da Cruz e os filhos Raíssa e Kevin estão vivendo dias de privação e preocupações, depois que o casal e a caçula foram vítimas de uma ultrapassagem imprudente, no dia 6 de março. Os três voltavam da casa do pai de Otaviano, no Jardim União da Vitória (Zona Sul), e seguiam para o Jardim Novo Amparo (Zona Leste), onde moram. De repente, uma Brasília saiu de trás de outro carro, atingindo a moto 125 cc do pedreiro que vinha na pista contrária da Avenida Guilherme de Almeida. Ele, a mulher e a filha foram arremessados no Depois, quando estava caído, achei que o estrago tivesse sido ainda maior'', relembra Otaviano, que começou a se livrar das muletas esta semana. Ele teve fratura exposta em uma das pernas, deslocamento do ombro e foi submetido a duas cirurgias no braço para colocação de 12 pinos. Com fortes dores, o pedreiro ainda tenta recuperar os movimentos e retomar a vida. ''Não sei quando vou conseguir voltar a trabalhar. Estamos vivendo da ajuda de amigos e familiares'', revela. A mulher e filha também se feriram, mas com menor intensidade.
O motorista do veículo, que apresentou 0,79 mg de álcool/litro de ar, tentou fugir, foi contido pela polícia e levado à delegacia, onde pagou fiança para que fosse liberado. ''Nós nunca recebemos ajuda nenhuma, nem um telefonema para saber se estávamos bem'', ressente-se Rosimeire. Os estragos materiais na moto foram parcialmente consertados por Otaviano, com um dinheiro pago pelo ex-patrão. ''É meu meio de transporte. Só tenho ela para ir ao trabalho'', diz, descartando a possibilidade de substituir o tipo de transporte. (S.L.)





