Teresina – Uma das garotas vítimas de estupro coletivo no Piauí, a única que continua hospitalizada, ainda não sabe que uma de suas amigas não resistiu aos ferimentos. Danielly Rodrigues Feitosa, 17, teve fraturas ao ser jogada de um penhasco e morreu no último dia 7. Quatro amigas foram atacadas por cinco homens - um adulto e quatro adolescentes -, amarradas, violentadas sexualmente e empurradas do alto de um morro na cidade de Castelo do Piauí (a 190 km de Teresina) em 27 de maio. Durante audiência para ouvir as três sobreviventes do crime, ontem, os pais e a equipe médica pediram que o promotor e o juiz omitissem a informação da jovem.
"Ela ainda não sabe da morte da amiga e vive momento delicado de recuperação", disse o promotor Cesário Cavalcante. A garota tem quadro estável, mas apresenta lapsos de memória. O médico diretor do HUT disse que ainda é cedo para saber se a menina terá sequelas.
As três vítimas foram ouvidas na companhia dos pais. Outra garota, de 15 anos, chegou ao local de cadeira de rodas. Foi a primeira vez que as sobreviventes se encontraram após o crime. "Foi muito emocionante, elas se abraçaram", contou o promotor. No encontro, a garota internada chegou a perguntar por Danielly, mas as amigas disseram que ela já tinha ido embora. As meninas rezaram o "Pai Nosso" e pediram paz e justiça. O promotor informou que o juiz deve anunciar a sentença no dia 10 de julho. O Ministério Público pediu pena de 151 anos de prisão para Adão José de Sousa, 40, apontado como o líder do crime.

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