Vítimas de auxiliar de enfermagem são enterradas no Rio
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sexta-feira, 07 de maio de 1999
Por Sônia Apolinário 
Rio, 08 (AE) - A dona de casa Maria Aparecida Pereira Gomes, de 49 anos, - uma das vítimas do auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães - foi enterrada hoje de manhã, no Cemitério do Caju, na zona norte do Rio. O atestado de óbito dela, porém, não informava a causa da morte, segundo afirmou o marido dela, Urubatão Serqueira Gomes. Ontem (07), Guimarães confessou ter matado cinco pacientes do Hospital Salgado Filho, no Méier, onde trabalha, dando injeções de cloreto de potássio. A polícia suspeita, no entanto, que o número de vítimas chegue a mais de cem.
Segundo Gomes, o atestado de óbito de Maria Aparecida diz apenas que a causa da morte é indefinida. "Agora, tudo o que quero é ter certeza do motivo de sua morte." Outra vítima do enfermeiro, Francisca Teresa Coutinho, foi enterrada hoje de manhã, no Cemitério São Lázaro, em São João do Meriti, na Baixada Fluminense.
Cerca de 20 pessoas, entre familiares e amigos de Maria Aparecida, acompanharam o enterro. Dos quatro filhos dela, Janaína, de 23 anos, era uma das mais emocionadas. "Espero que alguma justiça seja feita", disse. A cunhada da vítima, Elza Serqueira Gomes, de 45 anos, afirmou que iria tomar "alguma providência jurídica".
O marido contou que a mulher foi internada na quinta-feira (06), no Hospital Salgado Filho, por volta das 18 horas, com suspeita de ter sofrido um derrame. Segundo ele, o hospital não lhe deu informações precisas sobre o estado de saúde da mulher. "Senti uma movimentação estranha no local", contou. "Depois, eles chamaram-me num canto e perguntaram se eu tinha contratado uma funerária ou se o serviço me foi oferecido na hora", continuou.
Investigar a participação de funerárias no crime é o próximo passo da polícia. O enfermeiro está preso na Divisão de Homicídios da Polícia Civil, onde prestou um segundo depoimento nesta madrugada.


