São Paulo, 11 (AE) - A Corregedoria da Polícia Civil ouviu hoje três vítimas do assalto ocorrido na semana passada em um condomínio na região da Vila Nova Conceição, na zona sul. A intenção do órgão é saber se policiais do 15.º Distrito Policial cometeram irregularidades na prisão do assaltante Alexandre Pires Ferreira, o ET.
Ferreira foi preso após liderar o roubo ao condomínio de classe média alta, no dia 04, com uma carteira de identidade falsa. Ele é acusado também de ter roubado no início do ano o parque temático Hopi Hari, em Vinhedo (SP). Dias depois, Ferreira foi preso e levado para a carceragem do Departamento de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Depatri) de onde fugiu.
Entre as três vítimas ouvidas estava o jornalista Paulo Henrique Amorim, que teve três costelas fraturadas. "Apesar de o jornalista ter ido para o hospital, ele ficou em contato direto com seu motorista, que estava na delegacia", disse o delegado Luiz Antônio Rezende Rebello, da corregedoria. "Na sexta-feira, serão ouvidas outras vítimas".
O secretário da Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, afastou do cargo, até o fim das investigações, o delegado titular do 15.º DP, Orlando Ivanov, a delegada plantonista Rita de Cássia Siqueira da Silva, que fez o auto de prisão em flagrante de Ferreira, e o investigador Wagner Grans. Investigador - As vítimas que viram a foto de Grans hoje na corregedoria não o reconheceram como o policial que conversava e entrava no carro do advogado de Ferreira. Em entrevista dada ontem ao "Jornal da Tarde" o investigador negou qualquer irregularidade e criticou Petrelluzzi, que segundo ele, expôs seu nome publicamente sem provas. Ele era o único investigador que fazia plantão na delegacia, mas, à noite, outros policiais civis e militares passaram pelo local fazendo ronda.
Em depoimento, a delegada Rita disse que entregou dinheiro e cheques encontrados com o assaltante para o seu advogado. Também não apreendeu R$ 463,00 e US$ 257,00 em dinheiro e dois cheques, um de R$ 16 mil e o outro de R$ 20 mil. A policial também deixou de fazer o auto de entrega para formalizar sua atitude. Rita disse que entregou o dinheiro ao advogado do assaltante porque nenhuma vítima do roubo reclamou os objetos. A corregedoria apura também a conduta de outros policiais no caso.

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