Vítimas da chuva em São Paulo contam prejuízos
Agência Estado
De São Paulo
Pelo segundo dia consecutivo, moradores, comerciantes e empresários da região do Ipiranga, na zona sul da capital, tiveram muito trabalho para conseguir limpar a sujeira deixada pela enchente de quarta-feira. Ruas, casas e empresas estavam cheias de entulho e lama. Por toda parte, além da destruição, estava a indignação das pessoas em relação ao descaso da administração pública.
Na porta da casa do autônomo Jorge Luís dos Santos, de 35 anos, na Avenida Teresa Cristina, havia uma faixa com a frase: Estamos com fome, mas isso é um prato cheio para os políticos vagabundos. Santos disse que todo ano o bairro sofre com a enchente. Mas, desta vez, foi demais, afirmou. Será que ninguém vai comover-se com a situação das pessoas que perderam tudo?
Para atenuar o problema das enchentes na Grande São Paulo só há uma solução: tirar do papel, o mais rápido possível, as obras emergenciais previstas pelos governos estadual e municipal. Vários especialistas ouvidos pela reportagem estão convictos de que as formas para combater as cheias são mais do que conhecidas pelos governantes, mas falta vontade para executá-las. Piscinões, rebaixamento da calha do Tietê e limpeza de bocas-de-lobo deveriam estar sendo feitos a toque de caixa para garantir um verão menos dramático na região metropolitana.





