Vítima ficou com sequelas psicológicas
O advogado José Cesar Valeixo Neto afirma que a auxiliar de enfermagem N. não recebeu apoio psicológico nos seis meses que se passaram, desde o primeiro e o último exame que, finalmente, descartou a contaminação do HIV. Ele comenta ainda que sua cliente ficou com ''sequelas psicológicas complicadas''. Apesar disso, N. lembra que o apoio do marido e dos filhos foi fundamental.
Em seu voto, o relator, desembargador do TJ Hirosê Zeni, ressaltou a responsabilidade do Instituto de Saúde do Paraná em fornecer a informação à paciente, sem ele próprio ter certeza do resultado e confiabilidade dos exames e na omissão em prestar auxílio psicológico.
O Instituto de Saúde do Paraná, por meio da assessoria de imprensa, explicou que os exames são reações químicas feitas com amostras de sangue do paciente e que algumas vezes, em função de anticorpos não específicos, podem acontecer reações que não sejam verdadeiras. Segundo o ISP, todos os indivíduos possuem anticorpos não específicos. O instituto esclarece ainda que são exames de triagem, e não de dignóstico da Aids e que os doadores são informados dessa possibilidade ao fazerem o teste. A assessoria informa também que, se houver pertinência legal, o ISP vai recorrer da decisão do TJ.(A.D.C.)





