BELO HORIZONTE - O capitão da Polícia Militar mineira Walcir Ferreira Costa, de 42 anos, vítima da explosão de um telefone celular, da marca Nokia, ocorrida na madrugada da última quinta-feira em Montes Claros (MG), estuda a possibilidade de processar o fabricante do aparelho pelo acidente. Costa estava em uma festa, quando usou o celular. Desligou o aparelho, colocou-o na cintura e sentiu o estouro. O caso é sem precedentes no mundo.
‘‘Foi como se eu tivesse recebido um tiro de fuzil’’, disse o policial, que sofreu queimaduras de terceiro grau e deverá se submeter a cirurgia plástica. ‘‘Se a explosão tivesse acontecido 10 segundos antes, teria arrebentado meu ouvido.’’ Levado para a Santa Casa de Montes Claros, Costa recebeu um curativo e foi liberado.
Ontem, a Companhia de Telecomunicações de Minas Gerais (Telemig) encaminhou os destroços do aparelho para o Instituto de Criminalística de Minas Gerais, que deve divulgar laudo em 15 dias.
Segundo o gerente da Telemig, Roberto Machado, o mais provável é que a bateria do aparelho tenha explodido em função do contato com alguma fonte de calor. ‘‘O policial nos contou que estava a cerca de dez metros de um local onde acontecia uma festa de fogos de artifício.’’

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