Vítima de disparo em escola de Medianeira segue com projetil alojado na coluna
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sábado, 29 de setembro de 2018
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
O adolescente de 15 anos atingido com um tiro nas costas disparado por um colega de classe no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira (Oeste), na manhã de sexta-feira (28), foi transferido para o Hospital do Trabalhador de Curitiba na tarde de ontem, onde permanece em observação. "Ele continua com o projetil alojado na coluna vertebral. Os médicos estão avaliando o caso e acenaram a possibilidade de que não seja necessário retirar a bala, que poderia permanecer no corpo como se fosse um parafuso. Ainda não fomos informados se haverá sequelas, pois ele consegue mexer bem a perna direita, mas está com dificuldade de movimentar a perna esquerda", informou Éder Facundo, pai do rapaz.
Ele relatou que a transferência foi realizada em uma aeronave do Estado. "Após ser atendido emergencialmente no Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz, em Medianeira, fizeram a transferência dele pra Foz do Iguaçu e os médicos de lá acharam melhor transferi-lo para Curitiba. Estamos aguardando uma nova avaliação da equipe médica do Hospital do Trabalhador que deve ser divulgada ainda hoje", afirmou o pai ao enfatizar que o filho não pertence ao grupo de estudantes que seriam alvo do atirador. O outro aluno que foi atingido com um tiro de raspão na perna foi atentido em Medianeira e não chegou a sofrer risco de morte.
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O atirador, também adolescente e aluno do Colégio Estadual João Manoel Mondrone, alegou à polícia que sofria bullying e teria armado a ação contra alguns agressores com a ajuda de outro colega da mesma faixa etária. De acordo com informações do 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM), pertencente ao 6º Comando Regional da PM (6º CRPM), os suspeitos entraram na escola por volta das 8h40 portando uma garrucha calibre 22, com 65 munições intactas, seis munições deflagradas, três caixas de bombinhas tipo rojão com 56 unidades no total, uma faca, duas bombas de fabricação caseira e uma mochila.
Segundo a PM, o plano seria que um dos adolescentes armado com uma faca trancaria a porta da sala de aula para que ninguém saísse, mas na hora do ocorrido ele não conseguiu cumprir o combinado. Armados, os dois suspeitos chegaram na primeira sala de aula e não acharam os alvos. Em seguida se dirigiram a outra sala, apontaram a arma de fogo e falaram para os alunos saírem do espaço. Os estudantes acharam que era brincadeira, e os agressores deram a volta e foram pela janela, por onde efetuaram o primeiro disparo. Um aluno foi atingido nas costas e o outro aluno foi atingido na perna. No total, foram registrados oito disparos.
Ao chegar na escola, a PM deu voz de abordagem aos suspeitos, que efetuaram dois disparos na porta mas em seguida foram rendidos pelos policiais. Dois vídeos foram gravados antes do ataque pelo adolescente autor dos disparos. Nas gravações, o atirador atribui a culpa da ocorrência aos colegas que praticavam bullying contra ele e também responsabiliza os pais dos filhos que o agrediram por "não educarem os filhos".


