Vitamina C é perdida em cozimento
Fabiana Gonçalves recomenda conservar a iguaria no vinagre e sal. ''Muita gente deixa a pimenta curtir no óleo comum ou no azeite, mas é um erro porque, assim, acontece uma reação química que potencializa o ardido da pimenta e facilita a proliferação de bactérias que agridem a flora gastrointestinal.'' Para quem não dispensa azeite, a expert aconselha deixar a pimenta no óleo por cinco dias no máximo.
Em conservas no óleo, a pimenta fica tão forte que basta algumas gotas do líquido para arder em brasa. Sem consumir o fruto, não há absorção da vitamina C pelo organismo. Já com relação à conserva em vinagre, a pimenta vai direto para o prato e é possível mastigá-la sem ''queimar'' tanto a boca. Como a ardência concentra-se principalmente nas sementes, basta retirá-las para suavizar o paladar.
Outra dica de Fabiana: não precisa jogar a comida fora se, durante o preparo do prato, a dose do condimento exceder o esperado. Salve tudo acrescentando à receita uma colher de sopa de manteiga, porque a lactose ''sequestra'' o ardido. Ingerir leite ou iogurte diminui a ardência na boca. Evite água, porque, em vez de amenizar o problema, só ''espalha'' mais a pimenta. Fuja também de refrigerante, que é ácido e, combinado à pimenta, pode provocar afta.
É importante lembrar que, ao secar os frutos, perde-se toda a vitamina C e, no cozimento, cerca de metade é eliminada. Para manter as propriedades nutricionais, deve-se consumir a pimenta in natura.
Em Londrina, o comerciante Pedro Rocha, do Mercado Shangri-lá, conta que é realmente o sabor que leva as pessoas a consumirem pimenta, mas que hoje o fator saúde também pesa. Ele explica que as pimentas são classificadas de acordo com seu grau de ardência, que varia de cinco a dez. A mais leve delas, a ''biquinho'', é grau cinco, assim como a dedo-de-moça. A murupi, que vem do Pará, já é grau oito, e a habanero, proveniente do México e América Central, grau dez, a mais forte. ''Cada uma delas tem seu sabor característico'', afirma.(C.P. com Agência Estado)





