Londrina - Policiais militares do 5º Batalhão e agentes penitenciários da Penitenciaria Estadual de Londrina (PEL) 2 apreenderam na quinta-feira 39 celulares, 29 carregadores, uma broca para furadeira elétrica e uma chave de fenda durante pente-fino nas celas da unidade.
Neste ano foram apreendidos 167 aparelhos nas três unidades prisionais do município: as unidades 1 e 2 da PEL e a Casa de Custódia de Londrina. No ano passado, os presídios de Londrina registraram a apreensão de 1.568 celulares.
Segundo o assistente penal em exercício da PEL 2, Gesiel Araújo Palma, somente na unidade foram recolhidos 800 celulares no ano passado e outros cem este ano.
Palma ressaltou que a maior parte dos celulares entra no presídio arremessada por cima dos muros da unidade. Depois, os aparelhos são "pescados" pelos detentos pelas janelas das celas. Ele destacou ainda que já solicitou à Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) a instalação de alambrados para evitar que os telefones cheguem ao pátio.
Na PEL 1, os alambrados estão em fase de instalação. O diretor João Victor Toshiaki Fujimoto expôs que até fevereiro os alambrados devem estar prontos. No ano passado foram registradas 700 apreensões de celulares em 2013 e outros 60 este ano. "Neste ano teve um episódio em que uma pessoa tentou lançar de três a quatro pacotes com aparelhos para dentro da PEL. Em um deles tinham 40 celulares, que foram interceptados antes que fossem arremessados", destacou.
A Casa de Custódia de Londrina também enfrenta problemas com a entrada clandestina de equipamentos telefônicos. O diretor Ednilson Rodrigues da Rocha destacou que a unidade tem câmeras de monitoramento tentar impedir a entrada desse tipo de equipamento. "Mesmo com tudo isso no ano passado entraram 86 celulares e este ano já entraram outros sete aparelhos", ressaltou.
O diretor geral da Seju, Leonildo Grota, afirmou que o governo do Estado vai locar por três anos seis equipamentos denominados Body Scanners, que permitem uma revista minuciosa dos vistantes. "Um deles irá para Londrina", garantiu. Ele afirmou que a entrada de celulares em presídios é um problema de difícil resolução, mas descartou o uso de bloqueadores porque a população que mora próxima ao presídio poderia ser afetada.

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