Visões

Um projeto novo na lente do Milton

Um olhar diferente é o que Milton Dória, repórter-fotográfico da Folha, lança sobre Londrina














Nada de lugares-comuns. O objetivo é outro: mostrar a cidade como é vista por um olho infra-vermelho, que enxerga a gama inferior dos raios luminosos, coisa que a vista humana não capta. Por isto as fotos que fez para encerrar o curso de pós-graduação em fotografia na UEL têm uma cor diferente, como se as plantas estivessem cobertas de neve.
Os trabalhos que estamos publicando nesta página participaram da mostra ‘‘O Discurso Fotográfico’’, aberta de 5 a 22 de março no Cine Ouro Verde, junto com trabalhos dos demais formandos do curso de especialização.
CartõesAo escolher a técnica do filme infra-vermelhoe, Miltinho estava decidido a inovar na produção de fotografias de Londrina para albuns turísticos calendários. Ele começou a trabalhar nessa proposta no curso de pós-graduação e agora quer lconduzir comercialmente o projeto. Para começar, espera uma empresa local interessar-se em fazer um calendário com cenas da cidade e do campo .
‘‘É uma proposta de cartão postal com outra visão, menos comercial’’, diz Milton. Ele quer fotografar doze (calendário) cenas da cidade e do campo, ‘‘que faz parte do londrinense, porque a cidade tem ligação muito forte ao campo’’. Depois do calendário, ele poderá transformar as fotos em cartões postais que seriam vendidos em bancas como os postais comuns.
Milton Dória fotografa profissionalmente há treze anos, dos quais 11 para a Folha. Fora do jornal ele tem dado preferência a fotografia experimental. ‘‘Penso em um projeto e fico atrás dele. Posso fazer uma foto com tranquilidade, sem tempo de entrega; posso fazer várias experiências, escolho a luz e a hora que quero. Faço mais pelo prazer do que pelo interesse comercial’’, explica.

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