Visitas no mosteiro são previamente agendadas
Em Londrina, nove carmelitas descalças vivem no mosteiro que fica na Zona Sul. Elas se revezam na limpeza, no preparo das refeições, no cuidados com os animais e com a horta e durante o dia só conversam o extremamente necessário. Apesar de tanta paz, elas assistem aos noticiários na tevê duas vezes por semana e têm acesso às notícias mundiais pela internet, sempre sob a supervisão da madre. Ocasionalmente elas recebem visitas de benfeitores e de famílias que vão até o mosteiro pedir orações.
Conforme a irmã Eliane Teresa do Amor Divino, apesar de poucas, ainda existem vocações carmelitas. Ela explica que é possível experimentar a clausura por um período de três meses antes de optar finalmente pela vida religiosa contemplativa. ''Mesmo com as comodidades do mundo moderno ainda tem quem busca um alimento espiritual mais profundo. Muitas moças que cursaram faculdade e ocuparam cargos importantes no mercado de trabalho só conseguiram preencher o vazio interior na oração'', comenta a freira.
Ela ressalta que é necessária a idade mínima de 17 anos para entrar na congregação. Isso porque é preciso ter pelo menos o segundo grau completo para aprofundar os estudos em espiritualidade e psicologia. Para ela, é preciso vocação para abraçar a vida religiosa. ''Não pode ser uma fuga, deve ser um compromisso de vida que se for feito de maneira forçada, torna-se nulo.''
Segundo a irmã Eliane, as carmelitas chegaram a Londrina há seis anos, a pedido do então arcebispo dom Albano Cavalin, para dar força orante à arquidiocese. O grupo que hoje vive no mosteiro é formado por freiras vindas do Carmelo de Santa Maria (RS), que raramente reencontram os familiares. Diferente das missionárias, não há férias e as visitas são previamente agendadas.
Ainda conforme a freira, no início, era recomedado às carmelitas modificarem seus nomes ao entrar na congregação, para ajudar na caminhada espiritual. ''Hoje enfatiza-se o nome de batismo, que é a nossa primeira consagração a Deus.'' (M.G.)





