Visitantes conferem precariedade das instalações
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terça-feira, 24 de abril de 2001
De Curitiba 
O Colégio Estadual Paulo Leminski, em Curitiba, elaborou uma programação diferenciada para o Dia Nacional da Família na Escola. Parte das aulas foi reservada a visitas dos pais pelas instalações da escola para mostrar a precariedade da estrutura física e de pessoal. A intenção foi alertar os pais para que ajudem a cobrar do governo ações e recursos que garantam o pleno funcionamento do colégio.
De acordo com o professor de Educação Física e representante da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) do Colégio Paulo Leminski, Kiko França, o que se constata, hoje, é que 70% das verbas para a manutenção das escolas estaduais vêm da própria comunidade, por meio de contribuições voluntárias dos pais de alunos, valores cobrados por xerox, multas da biblioteca, cantina e outras doações. A participação do governo é de apenas 30%, o que não é justo, pois a comunidade já paga impostos para ter acesso a esses serviços, criticou.
França disse que algumas unidades da escola, como o laboratório de química, física e biologia e o de informática, estão fechadas por falta de professores. São, ao todo, 15 funcionários para cuidar da limpeza de todas as instalações, da segurança dos alunos no pátio e na saída da escola. Segundo França, do início do funcionamento do colégio, em 1993, até hoje, o número de alunos cresceu 206% (este ano são 2,3 mil alunos matriculados), enquanto o número de funcionários teve acréscimo de aproximadamente 66% (de 8 para 15, em oito anos). A situação da secretaria é bem pior: passou de 7 para 8 funcionários, no mesmo período, afirmou, acrescentando que seria necessário, pelo menos, o triplo de funcionários.
Problemas nas instalações hidráulica e elétrica levaram a direção a lacrar 15 salas. A Secretaria Estadual de Educação assumiu compromisso de reformar essas salas há mais de dois anos e até agora nada, disse.(Andréa Lombardo)


