Visitante de Foz pagará meia entrada
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de outubro de 1998
José Russo Especial para a Folha 
A Foztur, a Paraná Turismo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estudam uma maneira de facilitar o acesso dos moradores da região de Foz do Iguaçu ao lado brasileiro das Cataratas. Para que isso seja colocado em prática, já foi assinado um termo de compromisso, que prevê a entrada gratuita de estudantes de escolas municipais e estaduais e pessoas de baixa renda. Os moradores dos muncípios que fazem divisa com o Parque Nacional do Iguaçu também terão vantagens: eles vão pagar somente 50% da taxa de entrada - fixada atualmente em R$ 6,00.
Em sua última edição, que circulou entre os dias 19 de setembro e 3 de outubro, A Folha da Amizade publicou reportagem mostrando que, do lado argentino do Parque do Iguaçu, já existe esse benefício. Os moradores de Puerto Iguazú não pagam a taxa de cinco pesos (o equivalente a US$ 5) para entrar no parque. Além disso, quem mora num raio de 40 quilômetros do município tem um desconto de 50% no valor do ingresso.
Segundo o diretor do parque brasileiro, Júlio Gonchoroski, é preciso definir quem não tem condições de pagar, como vai ser feito o cadastramento dessas pessoas e em quais dias o acesso vai ser facilitado. Temos que determinar os dias em que isso possa ser realizado porque aos domingos, por exemplo, o movimento no parque já é muito grande.
A expectativa é de que essas medidas começem a vigorar num prazo máximo de seis meses. Mas o diretor já adverte que, para haver o acesso facilitado, o parque vai desenvolver um programa de conscientização ambiental e turística. Nós queremos incentivar o turismo no parque, mas os visitantes precisam saber da importância de se preservar o meio ambiente, alerta. De acordo com ele, todo visitante será acompahado por um guia.
O Parque Nacional do Iguaçu recebe por ano 800 mil turistas. Desses, 25 mil são estudantes da região. Para a diretora técnica da Foztur, Silvia Tomazi, é importante aumentar o movimento de turistas na cidade e dar a chance para que as pessoas mais pobres conheçam as Cataratas. Mas ela concordo com o Ibama na tese de que é preciso cooperação para a preservação do parque.


